Número de brasileiros que se dizem donos do próprio negócio cresce em 64% 

Número reflete uma mudança na mentalidade de carreira e recordes na abertura de empresas

O Brasil atravessa um ciclo de transformação no perfil de sua força de trabalho. Um levantamento recente do LinkedIn revela que o número de profissionais que se identificam como “founders” (fundadores) cresceu 64% no último ano no país. 

O índice é quase três vezes superior ao registrado em 2022, sinalizando que a criação de um negócio próprio deixou de ser um projeto secundário para se tornar a prioridade central de carreira para milhões de brasileiros.

Este movimento acompanha um recorde histórico na demografia das empresas nacionais. Segundo dados do Sebrae, o Brasil registrou a abertura de 5,1 milhões de empresas em 2025, sendo 4,9 milhões representadas por pequenos negócios. O avanço quantitativo é sustentado por uma busca crescente por autonomia, flexibilidade e maior controle sobre a trajetória profissional, em um cenário de mudanças profundas nas relações tradicionais de emprego.

A adoção de uma ferramenta capaz de unificar o atendimento e a gestão de clientes permite que esses novos criadores mantenham a organização operacional sem a necessidade de grandes equipes iniciais.

Autonomia e flexibilidade impulsionam novos registros

O crescimento acelerado de profissionais que se assumem como fundadores no Brasil é explicado pela convergência entre a digitalização e o desejo de independência. Diferente de ciclos anteriores, onde o empreendedorismo era motivado majoritariamente pela perda de emprego, o cenário atual mostra uma inclinação por oportunidade. A possibilidade de operar modelos de negócios digitais, muitas vezes de forma individual (solo founders), reduz custos fixos e incentiva quem busca conciliar renda com qualidade de vida.

Brasil supera ritmos globais na autoidentificação profissional

A comparação com o restante do mundo coloca o Brasil em uma posição de destaque no ecossistema de novos negócios. Enquanto a média global de novos “founders” apresenta crescimento moderado, a curva brasileira de 64% demonstra uma maturidade rápida na aceitação do risco comercial. Esse comportamento indica que o profissional brasileiro está mais ávido por construir marcas próprias do que em mercados desenvolvidos, onde as estruturas corporativas ainda retêm grande parte dos talentos.

Desafios de gestão e o risco da baixa estruturação

Apesar do entusiasmo, o aumento no número de fundadores levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dessas iniciativas. O principal desafio enfrentado por quem inicia essa jornada é a falta de uma estrutura de gestão organizada. Conforme dados analisados pelo SBT News, o recorde de aberturas nem sempre vem acompanhado de preparo administrativo. Sem processos definidos, a sobrevivência da empresa no médio prazo fica comprometida pela dificuldade em separar a execução técnica da gestão financeira.

Capacidade de sobrevivência e acesso a crédito

A sustentabilidade de longo prazo desses 5,1 milhões de novos negócios depende diretamente da capacidade de captação de recursos e organização interna. Análises publicadas pela Carta Capital indicam que a busca por investimentos e crédito exige que o fundador apresente métricas claras e um modelo de negócio escalável. 

Empresas pouco estruturadas enfrentam barreiras maiores para obter capital, o que aumenta a taxa de mortalidade dos negócios que nascem sem um planejamento de fluxo de caixa rigoroso.

O papel da automação no suporte aos novos criadores

Para que esse novo perfil de empreendedor prospere, o suporte tecnológico torna-se indispensável. Gabriel Motta, Head de Digital PR na Kommo, observa que a tecnologia é o braço direito de quem começa sozinho.

“O movimento de novos fundadores no Brasil é vigoroso, mas a execução precisa ser profissional desde o primeiro dia. A Kommo acredita que o uso de inteligência artificial e automação é o caminho para que pequenas organizações operem com eficiência em grandes companhias. Para o empreendedor que se sente sobrecarregado, o segredo é delegar os processos repetitivos para a tecnologia, focando na visão do negócio”, destaca Motta.

A alta na autoidentificação de fundadores, aliada aos recordes de abertura de empresas, aponta para uma reconfiguração na base da economia brasileira. 

O fortalecimento do suporte técnico e a profissionalização da gestão são apontados por analistas como os fatores que determinarão se o atual volume de novos registros resultará em um ecossistema de negócios sustentáveis a longo prazo.

Fonte: Assessoria Kommo