Mãe transforma necessidade em negócio de R$ 50 mil com roupa flutuante infantil

Traje oferece segurança na água, proteção UV e ajuda crianças a ganharem autonomia no nado

Cássia Dilem desenvolveu o traje para garantir segurança às crianças
Cássia Dilem desenvolveu o traje para garantir segurança às crianças — Foto: Reprodução/PEGN TV

Levar os filhos para a piscina ou para o mar é sempre um momento de diversão, mas também de preocupação para os pais com a segurança na água. Pensando nisso, a empreendedora Cássia Dilem, de Vitória (ES), criou a Titibum Flutuante, marca de roupa infantil que combina proteção UV e flutuação, permitindo que as crianças brinquem com mais segurança.

A ideia surgiu em 2003, quando Dilem buscava uma alternativa para a filha, que não gostava das boias tradicionais de plástico, que machucavam os braços. “Peguei os macarrões de piscina, cortei no tamanho certo para o corpo dela e costurei no maiô. Coloquei e ela flutuou sozinha, ficou muito feliz”, conta. Formada em moda e com experiência em costura, a mãe usou seu conhecimento para desenvolver os primeiros protótipos.

O interesse de amigos e familiares fez a empreendedora perceber que o produto poderia se tornar um negócio. Em 2015, ela registrou a patente e começou a produção da Titibum Flutuante para o público. A roupa se diferencia por permitir que a criança esteja segura sem outras vestimentas adicionais, com flutuadores posicionados estrategicamente sobre peito e costas. Além disso, possui sistema gradativo de flutuação, garantindo segurança progressiva à medida que a criança cresce.

Mesmo sem obrigatoriedade de certificação pelo Inmetro, Dilem buscou testes voluntários com um engenheiro responsável, garantindo maior segurança técnica. Hoje, os produtos são vendidos pela internet e em lojas revendedoras, com modelos para crianças de 1 a 8 anos, e a marca já prepara uma linha adulta com 1.000 peças, voltada ao ensino do nado.

Em Sorocaba (SP), fisioterapeutas já utilizam o traje para auxiliar crianças com dificuldades de mobilidade. “Com a flutuação, elas ganham mais autonomia e segurança na água”, afirma Josy Yume, profissional de uma clínica local.

Com investimento inicial de R$ 15 mil, o negócio gera atualmente um faturamento de cerca de R$ 50 mil, mostrando que a criatividade surgida da necessidade pode se transformar em empreendimento de sucesso. “Mãe é bicho inovador”, afirma a empreendedora, lembrando que toda invenção nasce da vontade de proteger e facilitar a vida dos filhos.

Fonte: Revista PEGN