Segundo estudo da LWSA, 56% iniciam a busca por produtos em marketplaces; 13% começam em plataformas de IA
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A Black Friday 2026 acontece oficialmente no dia 27 de novembro, mas, para metade dos consumidores, a data conhecida pelas promoções começa bem mais cedo. Segundo uma pesquisa de intenção de compra promovida pela LWSA, 50% começam a pesquisar ofertas com mais de um mês de antecedência. De acordo com o estudo, a preparação acontece em um contexto em que 72% dos consumidores se preparam financeiramente para aproveitar as oportunidades.
Com a antecipação, a concentração das compras também muda. Segundo o levantamento, mais da metade (54%) pretende comprar ao longo de novembro, conforme as ofertas surgirem, enquanto 20% planejam deixar as compras apenas para a sexta-feira de Black Friday. Além disso, 47% dos consumidores afirmam que podem deixar algum item para comprar na Cyber Monday, a segunda-feira após a Black Friday.
Para Marcelo Navarini, diretor do Bling, plataforma de negócios da LWSA, com a previsão de antecipação dos consumidores, os lojistas devem pensar em um calendário que acompanhe o movimento. “Isso não significa necessariamente antecipar ou guardar o melhor preço para a sexta-feira: a estratégia depende do perfil do produto e de como o consumidor costuma decidir aquela compra”, diz.
Segundo Navarini, o mais importante é distribuir as ofertas de forma estratégica e ter visibilidade sobre estoque, vendas, margem e demanda para fazer ajustes ao longo do mês, aproveitar as oportunidades sem concentrá-las em um único dia e preservar a rentabilidade.
Ainda segunda a pesquisa, além de mais longa, a jornada de compra inclui diferentes canais. Marketplaces lideram o início da busca, com 56%, seguidos por sites de marcas e lojas (42%) e aplicativos próprios (33%). Na hora de comprar, porém, a ordem muda: sites das lojas aparecem com 55%, aplicativos próprios com 40%, marketplaces com 37% e lojas físicas com 28%.
Neste ano, outro destaque no processo de busca são as plataformas de inteligência artificial. Ferramentas ChatGPT, Gemini e Claude já são utilizadas como ponto de partida para a busca de produtos por 13% dos entrevistados. Entre esse público, 63% usam IA sempre ou frequentemente para pesquisar produtos. Além disso, a decisão de compra de 45% dos consumidores já é influenciada por resumos gerados por IA em buscadores.
“O consumidor pode descobrir um produto em uma rede social, buscar referências em um marketplace ou até recorrer à IA para apoiar sua decisão e concluir a compra em outro Canal”, afirma Pedro Fonseca, gerente executivo de marketing da Tray, plataforma de e-commerce da LWSA. Para Fonseca, do ponto de vista do lojista, essa jornada mais distribuída exige entender o papel de cada ponto de contato e ter uma operação capaz de acompanhar o consumidor entre os canais, sem perder consistência até a conversão.
Para aparecer nos resultados de IA, Fonseca recomenda os lojistas mantenham informações claras, completas e bem estruturadas sobre seu catálogo. “É um movimento ainda recente, mas que reforça a importância de preparar a operação para uma jornada de descoberta que passa a incluir também esses novos canais”, aponta.
Frete e pagamento
Além do processo de busca pelas ofertas, outros fatores que influenciam a jornada de compra são o frete e os meios de pagamento disponíveis. Mais da metade (55%) busca sempre frete grátis, mesmo que a entrega demore mais, enquanto 36% afirmam desistir até desistir de uma boa oferta por causa da taxa de frete.
No pagamento, flexibilidade também pesa na decisão. De acordo com o estudo, 44% dos consumidores planejam gastar mais de R$ 1 mil, e o cartão de crédito parcelado sem juros lidera entre os meios de pagamento pretendidos, com 58%, seguido pelo Pix, com 39%. Para 56%, a possibilidade de parcelar é sempre ou frequentemente decisiva para concluir a compra. Já o desconto no Pix é decisivo ou aumenta bastante a chance de compra para 59% dos consumidores.