Nubank: conheça a história da startup vai dar nome ao estádio do Palmeiras

O Nubank fechou negociações com a WTorre, construtora e gestora responsável pelo estádio do Palmeiras, para comprar os naming rights do Allianz Parque. O anúncio foi formalizado nesta sexta-feira (10/4). O nome do estádio mudará e será escolhido pelos torcedores, que decidirão entre Nubank Arena, Nubank Parque e Parque Nubank.

A concessão do nome deve ser válida até 2044 e reafirma a presença do unicórnio no Brasil e sua aproximação com a população.

O Nubank teve início em 2013, em uma casa simples no bairro do Brooklin, em São Paulo. No local, que funcionava ao mesmo tempo como residência e escritório, os fundadores David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible começaram a desenvolver a ideia de um banco digital. A proposta era criar uma instituição financeira sem burocracia excessiva e com menos tarifas, em um mercado dominado por grandes bancos.

A motivação para isso foi a dificuldade do próprio Vélez em abrir uma conta no Brasil. Colombiano, ele havia se mudado para o país em 2012 a trabalho e, em entrevistas, conta que passou seis meses tentando acessar o sistema bancário brasileiro. Foi aí que viu uma oportunidade de empreender.

O primeiro produto da marca, o cartão de crédito “Roxinho”, escalou entre os brasileiros com a promessa de se diferenciar do “tradicional”: sem taxas abusivas, cobranças ocultas e totalmente digital. Com o tempo, a empresa ganhou mercado com uma comunicação jovem e sempre “desafiando” o sistema bancário tradicional. No meio do caminho lançou outros produtos, como conta-corrente, produtos de investimento e conta PJ.

Trajetória

Em 2018, o Nubank passou a ser avaliado em US$ 1 bilhão, e se tornou o terceiro unicórnio brasileiro. Em 2021, a fintech abriu capital na Bolsa de Valores de Nova York.

Em outubro 2025, o banco digital se tornou a empresa mais valiosa do Brasil, superando a Petrobras, com US$ 76,97 bilhões em valor de mercado. Hoje a empresa ainda figura entre as empresas mais valiosas do Brasil, alternando entre a segunda e a terceira posição, enquanto a liderança tem sido ocupada por Itaú Unibanco ou Petrobras, a depender das oscilações de mercado.

Atualmente, no Brasil, o Nubank soma cerca de 113 milhões de clientes. Ao longo dos últimos 13 anos, a empresa também iniciou atividades internacionais no México e Colômbia, o que ajuda a elevar o total de clientes para 131 milhões. Em janeiro deste ano, recebeu aprovação para operar como banco nos Estados Unidos.

Fonte: Revista PEGN