A criação de conteúdo nas redes sociais deixou de ser apenas uma atividade criativa para se consolidar como uma das novas frentes de empreendedorismo digital. Influenciadores, especialistas e produtores independentes têm estruturado negócios próprios, lançando produtos, criando comunidades pagas e investindo em estratégias de marketing cada vez mais sofisticadas.
Esse movimento acompanha o crescimento acelerado da chamada creator economy, que reúne plataformas, ferramentas e modelos de negócio voltados à monetização de audiência. Segundo relatório da Influencer Marketing Hub, o mercado global já movimenta mais de US$ 250 bilhões e pode ultrapassar US$ 480 bilhões até 2027.
No Brasil, o fenômeno também ganha força à medida que creators passam a atuar como verdadeiros operadores de negócios digitais, utilizando funis de venda, campanhas de mídia paga e estratégias de retenção de audiência para ampliar receita e previsibilidade financeira.
“Estamos vendo uma mudança clara de perfil. O criador de hoje não atua apenas como influenciador ou produtor de conteúdo. Ele estrutura funis, investe em tráfego pago, cria produtos e precisa operar o negócio com dados e inteligência analítica”, afirma Fernando Werneck, CEO da Vibx, empresa de tecnologia especializada em automação, gestão e monetização de negócios digitais no Telegram.
Com a profissionalização da atividade, cresce também a necessidade de ferramentas capazes de acompanhar métricas de desempenho, origem de vendas e retorno sobre investimento das campanhas. A ausência de dados estruturados sempre foi um dos principais desafios enfrentados por creators que escalam seus negócios digitais.
“Muitos criadores acabam tomando decisões baseadas em percepção ou em métricas superficiais das plataformas. Quando começam a investir em mídia paga e operar funis mais complexos, a necessidade de rastrear dados com precisão se torna fundamental”, explica Werneck.
Para acompanhar essa evolução do mercado, empresas de tecnologia voltadas ao ecossistema de creators têm ampliado suas funcionalidades e integrações. Um exemplo desse movimento é a nova integração entre a Vibx e a UTMify, plataforma especializada em rastreamento e atribuição de campanhas.
A funcionalidade foi incorporada à Área do Criador da Vibx e permite que produtores digitais rastreiem eventos de compra por meio de pixel, associem conversões às campanhas e às origens de tráfego e enviem automaticamente essas informações para ferramentas de atribuição. Na prática, a integração oferece maior clareza sobre a origem das vendas, o retorno sobre investimento (ROI) e a performance real das estratégias de marketing digital.
“A falta de clareza sobre origem de vendas e desempenho de campanhas é um gargalo comum no mercado. Nosso objetivo é oferecer uma infraestrutura que permita ao creator operar com inteligência de dados, como qualquer empresa digital estruturada”, destaca o executivo.
Segundo a Vibx, a integração foi resultado de um estudo técnico interno que mapeou todo o fluxo de eventos de conversão e estruturou a captura completa de UTMs dentro da plataforma, garantindo maior confiabilidade na análise de resultados.
Para Werneck, o avanço de soluções voltadas à análise de dados e gestão de performance representa um novo estágio de maturidade da creator economy no Brasil. “O que vemos agora é a consolidação do creator como empreendedor digital. Para crescer com previsibilidade, ele precisa de ferramentas robustas, integradas e orientadas a dados”, afirma. “Esse tipo de infraestrutura era comum em operações estruturadas de e-commerce ou infoprodutos. Hoje começa a se tornar padrão também para criadores de conteúdo”, conclui.
Com a nova integração, a Vibx reforça seu posicionamento como parceira estratégica na profissionalização da creator economy, oferecendo recursos que ampliam controle, previsibilidade e inteligência de dados para quem transforma audiência em negócio.