O fenômeno das microlojas em galerias e corredores comerciais

As microlojas instaladas em galerias, corredores comerciais e pontos de passagem seguem em crescimento no varejo brasileiro em 2026. O modelo, que ocupa espaços reduzidos e funciona em locais de grande circulação, tem sido adotado por redes de franquias como alternativa para ampliar presença física com menor custo. A estratégia permite abrir mais unidades em menos tempo, especialmente em cidades grandes, onde o valor do aluguel é alto.

Dados recentes da Associação Brasileira de Franchising indicam que o setor de franquias mantém ritmo de expansão em 2026, impulsionado principalmente por formatos compactos e investimentos mais baixos. Levantamentos divulgados pela entidade apontam que modelos enxutos, como quiosques e microlojas, estão entre os que mais crescem em número de unidades, justamente por permitirem instalação em galerias, supermercados, estações e corredores comerciais.

O avanço desse formato acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Compras rápidas, feitas durante o trajeto diário, têm favorecido lojas pequenas localizadas em áreas de passagem. Com estrutura simples e menos funcionários, essas unidades conseguem operar com custo fixo menor, o que aumenta a viabilidade do negócio mesmo em pontos com aluguel elevado.

A Touti, rede brasileira de perfumaria e cosméticos, tem apostado nesse modelo para ampliar a atuação no país. Entre os formatos oferecidos pela marca está o quiosque Smart, que ocupa cerca de 1 metro quadrado e pode ser instalado em corredores comerciais, galerias e supermercados. O investimento inicial para esse modelo parte de aproximadamente R$ 12 mil, valor considerado abaixo da média de franquias do setor.

Segundo dados divulgados pela própria rede, unidades no formato compacto podem registrar faturamento médio mensal em torno de R$ 15 mil, podendo variar conforme o fluxo de pessoas e a localização. A empresa informa que o prazo estimado de retorno do investimento pode ficar próximo de cinco meses em pontos com grande movimento, embora o resultado dependa da gestão da unidade.

Para a CEO da Touti, Bárbara Corrêa de Araújo, o crescimento das microlojas está ligado à possibilidade de ocupar espaços antes considerados inviáveis para o varejo.

Segundo a executiva, “o quiosque Smart de 1 m² permite levar a operação para corredores comerciais e galerias com alto fluxo, reduzindo custos e facilitando a abertura de novas unidades”.

Especialistas do setor avaliam que a tendência deve continuar ao longo de 2026, principalmente em centros urbanos, onde o espaço físico é cada vez mais disputado. Com operações menores e mais flexíveis, redes conseguem ampliar presença sem aumentar na mesma proporção os custos, o que explica o avanço das microlojas em galerias e corredores comerciais.

A expectativa do mercado é que formatos compactos continuem ganhando espaço nos próximos anos, acompanhando a busca por negócios mais acessíveis e adaptados ao ritmo acelerado das grandes cidades. Nesse cenário, quiosques de até 1 m² deixam de ser apenas alternativa e passam a fazer parte da estratégia principal de expansão de muitas redes de franquia.

 

Fonte: Revista PEGN