Empresa familiar de mais de 40 anos fatura R$ 3,5 milhões com colchões sob medida

Paranaense Carneiro Colchões produz 15 colchões por dia e projeta crescer 30% em 2026

Um colchão feito sob medida para cada cliente. Essa é a proposta da Carneiro Colchões, que mantém uma tradição artesanal que atravessa gerações, do início ao fim do pedido. Fundada há 42 anos em Curitiba (PR), a empresa alia tecnologia, cuidado e proximidade com o cliente – receita que levou a um crescimento de 40% nas vendas e faturamento superior a R$ 3,5 milhões em 2025. A expectativa para este ano é de um incremento de 30% na receita. Com fábrica própria, a média de produção atual é de 15 colchões por dia. Os modelos custam entre R$ 3 mil e R$ 26 mil.

Com destaque para o sob medida, o desenvolvimento do colchão é baseado nas necessidades individuais de cada cliente. Jarbas Carneiro de Freitas, CEO e filho do fundador da empresa, explica que o processo começa com uma espécie de anamnese (entrevista estruturada). “Cada colchão é único. Avaliamos peso, altura, hábitos da família, se crianças ou até o cachorro dormem junto, e adaptamos o modelo para cada caso”, diz.

Segundo ele, a atenção ao processo de fabricação reflete na durabilidade dos colchões, que possuem garantia de até 10 anos. Freitas conta que a estrutura de molas utilizada nos produtos é o principal diferencial. São 255 distribuídas por metro quadrado.

“Os molejos são de origem sueca, têm mais molas, dão muito mais sustentação e fazem o colchão durar até 20 anos, como aqueles de antigamente”, ressalta.

Um dos modelos fabricados pela Carneiro Colchões — Foto: Helena Cordeiro/Divulgação
Um dos modelos fabricados pela Carneiro Colchões — Foto: Helena Cordeiro/Divulgação

Embora a produção artesanal seja o carro-chefe do negócio, a empresa atua na reforma de colchões tanto da própria marca quanto de outras vendidas no mercado. “Era um serviço que já oferecemos para os nossos clientes, como a troca de tecido. Começamos a divulgar e virou um sucesso porque muitos clientes nos conheceram a partir disso. Só que muitas vezes apresentamos o nosso trabalho artesanal e o cliente desiste da reforma e acaba optando em comprar um colchão novo”, conta.

Hoje, a empresa conta com uma equipe de 30 funcionários. Além da fábrica no município de São José dos Pinhais, que fica a 15 km de Curitiba, a Carneiro Colchões possui uma loja conceito no bairro Batel, no Centro da capital paranaense. A operação foi inaugurada no final de 2025. Freitas explica que o investimento na unidade faz parte da estratégia de fortalecimento da marca, pensada para traduzir a exclusividade e conceito premium dos produtos.

Em 2012, Freitas assumiu a chefia da Carneiro Colchões, mas o envolvimento na empresa começou muitos anos antes. Ele ressalta que suas memórias giram em torno do pai e fundador, Jurami Carneiro de Freitas, estruturando o negócio e visitando os clientes. Na contramão da produção em escala, o patriarca decidiu abrir a própria fábrica no ano de 1984.

“Meu pai passou o bastão em 2012, mas já atuava na parte comercial da empresa. Costumo dizer que comecei pequenino dentro da fábrica e até brinco que, na hora que aprendi a andar, meu pai já me deu uma vassoura para entrar na fábrica. Acompanhava meu pai na casa dos clientes”, relata.

Fábrica da Carneiro Colchões — Foto: Raphael Bernardelli/Divulgação
Fábrica da Carneiro Colchões — Foto: Raphael Bernardelli/Divulgação

Mesmo com a liderança, o CEO diz que o pai segue acompanhando tudo que acontece na empresa, trabalhando em outras frentes. Ele conta que aplica os ensinamentos do fundador para manter o que já foi feito e expandir o negócio. Para isso, Freitas aposta na manutenção da tecnologia dos produtos e atenção à divulgação da marca em plataformas digitais. No TikTok, um dos posts da empresa já atingiu 1 milhão de visualizações, por exemplo.

Com o olhar voltado para a ampliação do faturamento, a empresa planeja investir no relacionamento e na parceria com arquitetos da região. Além disso, no médio prazo, a ideia é disponibilizar os colchões para revenda em lojas de alto padrão. “Mas tudo isso mantendo a proposta do nosso produto artesanal. Não abrimos mão de seguir com esse padrão e qualidade”, reitera.

 

Fonte: Revista PEGN