5 ideias de negócio com potencial de sucesso na era da IA

Embora a inteligência artificial possa substituir alguns trabalhos, estes modelos de negócios oferecem oportunidades para construir empreendimentos prósperos em 2026

A inteligência artificial está substituindo trabalhadores e empresas em um ritmo crescente. Mas, mesmo que o cenário possa parecer assustador, algumas atividades ainda permanecem fora da zona de risco. Em um artigo para o Entrepreneur, John Boitnott, escritor e consultor de mídia digital, destaca cinco ideias de negócios que, de acordo com ele, oferecem baixo custo inicial e alta demanda.

Confira.

1. Serviços digitais

As empresas que implementam IA não fazem isso instantaneamente. Frequentemente, trata-se de um processo divido em fases, com muito trabalho ainda a ser realizado por humanos. Os serviços digitais podem ser prestados por contrato, em vez de funcionários contratados com carteira assinada.

De acordo com Boitnott, o termo “serviços digitais” engloba muitos tipos diferentes de trabalho. “Desde produtos digitais, como e-books e cursos online, até serviços especializados, como moderação de conteúdo, em que profissionais revisam o conteúdo gerado pelo usuário para as plataformas, garantindo que ele atenda aos padrões da comunidade. Isso exige discernimento humano em relação a nuances e contexto, algo com que a IA ainda está tendo dificuldades”, afirma o escritor.

Outro exemplo é a automação de fluxos de trabalho personalizados. Ela ajuda pequenas empresas a conectar suas ferramentas de software para que trabalhem juntas com mais eficiência. “Oferecer um serviço focado no cliente e um suporte excepcional pode ser um diferencial e permitir que você prospere em um mercado competitivo”, diz.

2. Treinamento

Esta categoria não é necessariamente de natureza digital, mas ganha relevância, na opinião do especialista, quando ocorrem demissões em massa. Para Boitnott, muitos trabalhadores demitidos já se sentem perdidos ao serem dispensados, mas esse sentimento pode ser amplificado quando parece que o setor no qual investiram tempo e experiência não tem mais espaço para eles. “Aconselhar trabalhadores desempregados a encontrarem novos caminhos profissionais pode ser lucrativo e gratificante”, aponta.

O consultor ressalta que o coaching pode abranger desde orientação profissional até o desenvolvimento de habilidades digitais e não digitais, como programação, vendas ou oratória. “Uma das maiores vantagens dos coaches em relação aos conselhos gerados por IA é a capacidade de oferecer responsabilidade pessoal e apoio emocional. Esses elementos mantêm esse negócio mais humano, mesmo com a crescente popularidade da automação”, diz.

3. Assistente virtual

Se você possui excelentes habilidades de organização e capacidade de realizar múltiplas tarefas simultaneamente, ser um assistente virtual pode ser uma opção de carreira. Boitnott afirma que assistentes virtuais de alto nível possuem diversas habilidades, tanto técnicas quanto não técnicas, mas o que os une é a confiabilidade, a capacidade de manter tudo organizado e resolver problemas rapidamente. O principal serviço que um assistente virtual oferece aos seus clientes é permitir que eles se concentrem em seus objetivos principais enquanto cuidam das importantes tarefas do dia a dia.

“O assistente virtual é um faz-tudo e mestre em todas as suas funções. As tarefas administrativas são geralmente as primeiras que vêm à mente. Agendamento de compromissos, gerenciamento de calendário, resposta a e-mails, reserva de viagens e preparação de documentos são todas ferramentas no arsenal de um bom assistente”, explica.

Ele também destaca que os assistentes ainda podem ser solicitados a desempenhar funções mais digitais, como gestão de redes sociais, funções de marketing como criação de newsletters, atualizações de websites e curadoria de conteúdo para redes sociais. Pesquisas de mercado e tarefas básicas de contabilidade também podem ser incluídas.

4. Implementação de IA em nível micro e médio

Quando pensamos em IA, gigantes como ChatGPT costumam vir à mente. Embora a OpenAI e outras grandes empresas formem alguns dos principais pilares do mercado de IA, existem negócios menores focados em implementações mais específicas.

De acordo com Boitnott, essas empresas oferecem aos empreendedores o poder da IA, mas em menor escala. Elas também oferecem a possibilidade de adaptar os dados utilizados pela IA às necessidades do negócio a um custo muito baixo. “Saber como instalar, configurar, implementar e administrar sistemas como esses pode tornar uma pessoa praticamente indispensável para uma pequena empresa que deseja aproveitar o poder da IA”, afirma.

5. Outros serviços específicos de IA

Ainda que muito se fale sobre as habilidades que a IA substituirá, também existem novas oportunidades de desenvolvimento profissional, visto que a IA ainda é uma tecnologia recente e em grande parte não regulamentada. Dois exemplos dados pelo especialista são o engenheiro de prontidão e o especialista em ética da IA.

“À primeira vista, a engenharia de comandos parece simples, mas a IA, sendo um computador, ainda é um sistema em que ‘‘lixo entra, lixo sai’. Se o seu comando for mal escrito, você não obterá o resultado desejado do seu sistema de IA, não importa o quão poderoso ele seja”, diz. Assim, a engenharia de comandos envolve projetar solicitações de IA para obter resultados rapidamente. Boitnott acrescenta que não apenas são necessárias fortes habilidades linguísticas, mas também um conhecimento conceitual de como um sistema de IA pensa.

Já os especialistas em ética da IA oferecem um serviço que o escritor considera vital para qualquer empresa que deseje implementar IA, especialmente se a inteligência artificial for voltada para o cliente. “Eles garantem que a inteligência artificial seja desenvolvida e implementada de maneira responsável e ética. Frequentemente, trabalham em parceria com profissionais da área jurídica para assegurar que os dados sejam adquiridos e utilizados de forma ética. Criam diretrizes éticas que os funcionários devem seguir e mitigam riscos como violações de privacidade e direitos autorais”, aponta.

Fonte: Revista PEGN