Estudo apresentado pela consultoria WGSN mostra estratégias que as empresas não podem ignorar para lucrar mais
Os hábitos de consumo estão mudando rapidamente, e entender quais dinâmicas devem nortear as tendências pode ser a chave para marcas que querem se conectar com os clientes do futuro. O estudo Prioridades dos Consumidores (Shopper Priorities) da WGSN elencou alguns caminhos que as empresas devem observar nos próximos anos: do desejo por produtos que durem à busca por experiências personalizadas e momentos de prazer.
1. Nostalgia
Entre os principais insights apontados está a nostalgia como sistema: 57% da Geração Z sentem saudade de épocas que nem viveram. Esse sentimento influencia escolhas e aproxima marcas de experiências afetivas.
2. Compras inteligentes
Outra tendência é o spaving, conceito que une gastar e economizar, priorizando compras inteligentes que tragam retorno em longo prazo. De acordo com Joe McDonnell, diretor de Consumer, Marketing and Retail Forecasting da WGSN, que apresentou o estudo no Latam Retail Show 2025 na última terça-feira (16/9), em São Paulo (SP), pequenos e médios negócios podem aproveitar essa mentalidade enfatizando a durabilidade de seus produtos e mostrando o custo-benefício real, o famoso “cost per wear”, além de destacar descontos e valor agregado, não apenas o preço.
3. Recompensa e durabilidade
A recompensa criativa e o consumo de longo prazo também ganham força: consumidores valorizam marcas que oferecem benefícios claros, fidelidade recompensada e produtos que durem, como no movimento Buy Me Once.
4. Omnicanalidade e personalização
Além disso, a integração entre físico e digital (Omni Shopping) e a personalização das experiências são cada vez mais esperadas: 80% dos consumidores preferem interações customizadas.
5. Sobrecarga de bem-estar
O wellness overwhelm (sobrecarga de bem-estar) alerta para a pressão crescente pelo bem-estar. “As marcas devem apoiar estilos de vida completos, oferecendo produtos que sejam flexíveis, relacionáveis e que atendam às necessidades reais do consumidor, sem impor ideais rígidos”, explica McDonnell.
6. Compras como momento de prazer
Por fim, o vicecession spending evidencia que, mesmo em tempos de crise, consumidores buscam pequenos ‘escapes’ como forma de prazer e conexão emocional. No Brasil, isso se manifesta no que é chamado de “Meemo culture”, semelhante ao clássico lipstick index: pequenas compras que trazem alegria, como um doce, um batom ou outro mimo acessível.
Para McDonnell, a grande pergunta para marcas é: como você pode ajudar os consumidores a criar novos rituais de compra e bem-estar? A resposta está em unir valor, personalização e experiências que façam sentido na vida real, oferecendo soluções que sejam tanto prazerosas quanto duradouras.