Inteligência artificial superará a inteligência humana até 2030, diz CEO da OpenAI

O executivo Sam Altman falou em entrevista sobre a evolução da IA e os novos planos da empresa

Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que a inteligência artificial superará as capacidades humanas. A declaração foi feita em entrevista à Welt, em que ele comentou também o rápido progresso da IA e seu potencial para realizar descobertas científicas. O empresário ainda deu pistas sobre as ambições da OpenAI em hardware, sugerindo uma futura “família de dispositivos”.

Durante a entrevista, questionado sobre quando a IA se tornaria mais inteligentes que os humanos, Altman revelou que considera que o GPT-5 é mais inteligente do que ele de muitas formas. “Nos três anos desde o lançamento do ChatGPT, os modelos se tornaram muito mais capazes — e não vejo sinais de desaceleração. Em alguns anos, será plausível que a IA faça descobertas científicas impossíveis para humanos sozinhos. Para mim, isso começará a se aproximar do que podemos chamar de ‘superinteligência’”, diz o CEO.

Hoje, ele acredita que essas ferramentas estão sendo utilizadas ao lado de intuição, criatividade e engenhosidade humana. “Mas algo realmente único é o quanto as pessoas se importam umas com as outras, o quanto elas querem interagir entre si”, opina.

Ele acredita que, em 2026, será observado um avanço semelhante ao de 2024 para 2025 – o que já resultará em modelos surpreendentes. Mas é até o final da década, em 2030, que Altman prevê modelos além das capacidades humanas. “Em 2030, se não tivermos modelos extraordinariamente capazes de realizar coisas além do alcance humano, ficarei muito surpreso”, analisa.

Altman estima o quanto a IA poderia contribuir para a economia num futuro próximo. “Consigo imaginar facilmente um cenário em que 30% a 40% das tarefas da economia sejam executadas por IA.”

Sobre o desaparecimento de empregos, Altman acredita que é um processo natural, que acontece independente da IA. Ele diz que já há muitas funções de 30 anos atrás, que não existem mais, e que surgiram novas. Para o CEO, muitas profissões terão grande parte de suas atividades transformadas, outras desaparecerão, e novas funções surgirão.

A forma como a inteligência artificial tratará os humanos também foi comentada. Ele discorda que a superinteligência trataria os humanos como nós tratamos as formigas, como alguns críticos sugerem. “A minha analogia favorita é a do meu cofundador, Ilya Sutskever, que disse esperar que a IA geral trate a humanidade como um pai amoroso”, conta. Para isso, ele acredita ser essencial alinhar o treinamento da IA com os valores humanos.

Além das previsões sobre o futuro da IA, Altman também falou sobre os planos da OpenAI em relação a hardware. A empresa estuda o desenvolvimento de uma “família de dispositivos” capazes de redefinir o uso do computador, permitindo que tarefas complexas sejam executadas a partir de comandos simples, sem a necessidade de alternar entre diversos aplicativos. Para o executivo, esses produtos têm potencial de mudar a forma como trabalhamos, estudamos e nos relacionamos com a tecnologia.